"Vim pelo caminho difícil, a linha que nunca termina, a linha bate na pedra, a palavra quebra uma esquina, mínima linha vazia, a linha, uma vida inteira, palavra, palavra minha." (Paulo Leminski)
O Tempo comanda os Homens.
Sendo invenção humana, superou seus inventores
E cresceu, diminuindo-se.
Os Homens não têm mais Tempo.
Coisa inventada por eles
Para medir algo que já não é mais o mesmo.
Para desmedir-se de si os Homens inventaram o Tempo.
Para despedir-se da paz.
Para calcular a colheita de seus malfeitos.
Para comparar entre si as diferenças.
Para cobrar de si impossíveis atos.
Para ir do novo ao velho, se admirando com as mudanças.
Para provocar mudanças que não mudam.
Para afugentar esperanças que não calham.
Para desencalhar navios de águas sujas.
Para envelhecer a carne e coagular o sangue.
Se sentindo preso, o Homem teme o que inventou.
Teceu a teia que prende a si próprio.
Os Homens inventaram o Tempo tentando afastar a morte,
Mas o Tempo é a morte dos Homens.
(Ricardo S. Primo)
!- Com este poema, aviso que darei um tempo com o Blog.
Não sei quanto tempo vai durar essa ausência, mas se quiserem me encontrar podem procurar lá ou acolá, ou podem deixar um comentário aqui. Até qualquer dia...
Talvez vocês não se lembrem, a campanha bloguística contra o cancêr de próstata continua, estava meio esquecida mesmo, mas o nosso grande Leotti relembrou esta parceria para que consigamos todos evitar de vez a incômoda dedada:
Adesões e contribuições serão muito benvindas. Dedadas não serão benvindas.
Agradeço as palavras de apoio e conforto que recebi nos comentários.
Agradeço a compreensão de todos.
O melhor caminho, acabei por concluir isso, é aquele que nossos pés vão fazendo por onde pisamos. Mais importante que saber o caminho é percorrer esse caminho. E assim por diante.
Enfim, estamos aí. Estamos na área, se derrubar é penalti, se ninguém derrubar a gente faz um golaço.
(...)
Agora um poema que eu escrevi só para terminar de exorcizar esse momento down, ontem de manhã:
Pelo Futuro
Pelo futuro há turmalinas e giz.
Há águas claras e céu claro
E sorrisos obscuros,
E as pixações nos muros.
Pelo futuro há caminhos e canais
Há besteiras importantes e declarações banais.
E há homens que pensam sexo
Com moças colegiais.
Pelo futuro há um escuro aqueduto
Onde correm o poder e o dinheiro,
Quem andar bem sorrateiro é que chegará primeiro.
Pelo futuro há "Iced Carbonated Drinks",
E pessoas que não sabem onde metem o nariz.
Há um gato sujo sobre o muro,
E atrás dele ninguém sabe o que há.
Há mentiras excusáveis e verdades exequíveis.
Pelo futuro há milhões de filiais
(Quem já não tem nada hoje, não vai ter nunca mais)
Há uma linha de montagem
Produzindo a bobagem que vai estar nos jornais.
Há pessoas que quando morrem fazem muito estardalhaço;
Há muito leão e pouco palhaço.
Pelo futuro há angiospermas e gimenospermas
E há espermas também.
Há pessoas que não sabem porque vão, ou porque vêm.
Há elefantes e insetos,
Há toneladas de dejetos, que se espalham por aí.
Há a eterna "Festa do Caqui".
Pelo futuro não haverá consciência,
Nada nos livrará da demência
Nem nos salvará da lama.
Tudo é lindo quando estamos no conforto da nossa cama.
Mas o mundo, pelo futuro, não é lindo e nem será.
Mal nos resta a esperança,
O que mais nos restará?...
!- em breve voltaremos com a programação normal...
Aqui na frente dessa tela clara e fria, às vezes me sinto como se fosse alguém que eu não sou. Esse negócio de blog, da liberdade que temos aqui. Essa história de viver outras vidas dentro do computador. Tudo isso não é para mim. Eu não sou assim, não sei se feliz ou infelizmente.
Nesse exato momento está chovendo lá fora, pela minha janela eu vejo o movimento dos carros na avenida aqui ao lado, muitos carros vão, muitos carros vem. Cada motorista tem um destino e se esforça em achar o seu caminho para chegar. Alguns vão na boa e não se preocupam, outros tentam tomar atalhos para economizar tempo, outros nem sabem bem para onde vão.
Assim estou me sentindo hoje, sem saber bem para onde estou indo.
Faço tantas coisas que às vezes fico meio sem saber qual é o principal foco no qual devo me esforçar mais. E então fico meio sem rumo. Assim como diz aquela música do Lulu Santos: "Sei lá, tem certas coisas que a gente não diz e se pergunta se é mesmo feliz com o rumo que a vida tomou, no trabalho e no amor, se a gente é dono do próprio nariz ou o espelho é que se transformou, se a gente não se reconhece ali..."
Uma coisa interessante, tirada dentre as muitas coisas interessantes da nossa biblia de links diários: o Fididoo Uêba.
-A coisa interessante:
Olhe bem para os pontos entre os olhos da figura por uns 30 segundos, depois feche os olhos e relaxe. Tente ver a imagem com os olhos da mente, que revelará a a fotografia.
Se não houve amor, valeu pelo gostar...
Se não houve gostar, valeu pelo querer...
Se não houve querer, valeu pela alegria de estar com você...
Se não houve alegria, valeu pela amizade...
Se não houve amizade, valeu pela intenção...
Se não houve intenção...
Foda-se! Vai ser exigente assim lá na casa do caralho!
!- Não fui eu quem escreveu isso, achei na net, a culpa não é minha.
Vocês sabem que a maior bobagem que existe é essa conversa de que a voz do povo é a voz de deus.
O que dizer então das frases de parachoque de caminhão. Uma leitura pela qual sempre tive interesse, afinal de contas são de um humor muito sem vergonha:
Mulher de amigo meu pra mim é... ótimo!
--------------------------------------------------
Mulher de amigo meu é igual cebola... Eu choro mas como...
--------------------------------------------------
Deus é a estrada, Edir Macedo é o pedágio.
--------------------------------------------------
Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça.
--------------------------------------------------
Deus conseguiu fazer o mundo em 6 dias porquê não tinha ninguém perguntando quando ia ficar pronto.
--------------------------------------------------
Se andar fizesse bem, o carteiro seria imortal.
--------------------------------------------------
Mulher feia é igual a ventania, só quebra galho.
--------------------------------------------------
Os últimos serão os primeiros e os do meio, sempre serão os do meio.
--------------------------------------------------
Filho é igual peido: você só aguenta o seu.
--------------------------------------------------
Se barba fosse respeito, bode não tinha chifre.
-------------------------------------------------
Se tamanho fosse documento o elefante era dono do circo.
-------------------------------------------------
Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez.
--------------------------------------------------
Existem três tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem.
--------------------------------------------------
Não faça na vida publica aquilo que você faz na privada.
-------------------------------------------------
Nasci careca, pelado e sem dente. O que vier e lucro!
--------------------------------------------------
Macho que é macho não mata a aula, assassina o professor...
--------------------------------------------------
Rouba dos ricos e dá aos pobres. Além de ladrão é gay.
--------------------------------------------------
A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras.
--------------------------------------------------
Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanha o que você não vai fazer nunca.
--------------------------------------------------
Se sua mulher pedir mais liberdade, compre uma corda mais comprida.
-------------------------------------------------
Se ruga fosse idade, meu saco era pré-histórico.
-------------------------------------------------
Enfim, o que já era sem tempo vai ficar ainda mais sem tempo ainda. Além de assobiar, chupar cana e tocar gaita ao mesmo tempo, o blogueiro que vos fala arranjou mais uma tarefa: aprender - e dessa vez eu juro que vou - a tocar violão. Então se eu aparecer menos do que o normal, não se assustem, decerto eu estarei calejando os dedos para aprender de vez e realizar esse sonho.
Um dia eu ainda aprendo a não precisar dormir, nesse dia eu conseguirei postar algo que preste. Por enquanto vamos levando com o que dá.
Estou em débito com muitas visistas, mas não esquentem a bunda não, por que vocês moram no meu coração.
Era uma vez um castelo, onde havia um rei. O rei tinha uma filha, uma linda princesa.
Mas ela tinha um problema: tudo que ela tocava derretia.
Não importava o que fosse, metal, madeira, plástico, tudo derretia quando entrava em contato com ela.
Por causa disso, todos tinham medo da princesa.
Nenhum homem do reino de disponibilizava a se casar com ela.
O rei estava desesperado: "O que posso fazer para ajudar minha filha?"
Então resolveu consultar magos e feiticeiros. Um dos feiticeiros disse:
"Quando sua filha tocar em alguma coisa que não derreter, ela estará curada".
O rei ficou maravilhado! Resolveu fazer um torneio:
-Quem trouxesse um objeto que a princesa tocasse e não derretesse iria se casar com ela, e herdaria o reinado.
Três jovens princípes aceitaram o desafio...
O primeiro trouxe um pedaço muito rígido de titânio:
Porém, o pedaço derreteu-se com o toque da princesa e o príncipe foi embora muito triste.
O segundo trouxe um enorme diamante imaginando que nada no mundo poderia derretê-lo:
Mas o toque da princesa fez a pedra derreter-se.
O príncipe saiu desapontado.
O terceiro se aproximou da princesa e disse: "Coloque a mão no meu bolso e sinta o que está lá dentro".
A princesa assim o fez.
Quando ela colocou a mão no bolso do jovem, ela ficou vermelha, envergonhada. Havia sentido algo muito duro! Ela então segurou firme na sua mão, e o objeto não derreteu! O rei ficou alegríssimo! Todos no reino ficaram maravilhados.
O terceiro príncipe, então, casou-se com a princesa e eles viveram felizes para sempre...
Pergunta: O que a alegre princesa segurou na mão e não derreteu?
Hoje é dia de falar sobre um grande acontecimento, um dia muito triste para a História, um dia que marcou profundamente o mundo e principalmente a América do Sul.
Calma, calma aí gente. Primeiro leiam o artigo abaixo, depois conversaremos.
Golpe volta à tona 30 anos depois
Tropas patrulham as ruas, queimando livros e recolhendo suspeitos. Prisioneiros fazem fila ao lado de um muro, sob a mira de pistolas, com as mãos na cabeça. De bigodes e óculos escuros, um general lança acusações contra seus inimigos.
Conforme se aproxima o 30º aniversário do golpe de Estado de 11 de setembro de 1973, que deu início aos 17 anos da ditadura de Augusto Pinochet, os chilenos são como uma família traumatizada que anualmente tira o pó de um velho álbum de fotos, em um doloroso ritual, reforçado neste ano pelo número redondo.
Em vídeos e arquivos sonoros disponíveis na Internet, os chilenos vêem os tanques avançando pelas ruas e ouvem as ordens de Pinochet no dia do golpe. Já a obsessão da imprensa chilena com o 11 de setembro de 1973 é antiga e às vezes produz informações chocantes. Em uma recente entrevista, um soldado descreveu como ajudou a exumar corpos de dissidentes, enterrados durante cinco anos, e os colocou em um helicóptero para serem atirados no mar.
À direita, simpatizantes de Pinochet finalmente admitem que houve atrocidades durante o regime dele. À esquerda, antigos membros do governo socialista de Salvador Allende (1970-1973) reconhecem exageros no programa de reforma agrária dele, um dos estopins do golpe.
Allende, com seus óculos de aros grossos, pode ser visto em cartazes e capas de revistas por todas as partes, mas ainda desperta controvérsias. Durante vários dias, as manchetes dos jornais foram ocupadas pela proposta de fazer uma homenagem a ele no Palácio de La Moneda, sede da Presidência, onde ele resistiu armado, até se matar, no dia do golpe.
Jogando lenha na fogueira, o presidente Ricardo Lagos, o primeiro socialista no poder depois de Allende, determinou a reabertura da porta lateral do palácio por onde foi retirado o corpo do ex-presidente. A porta havia sido lacrada por Pinochet.
Mas enquanto o rosto de Allende é onipresente, Pinochet se mantém distante do público, cada vez mais isolado. Hoje, com 87 anos, Pinochet escapou de ser julgado por causa de sua precária saúde mental. Centenas de membros das forças de segurança de seu regime, porém, estão sendo julgados, e 40 já foram condenados.
Embora essa busca pela verdade seja elogiada por muita gente, outros temem que o exagero acabe afastando os chilenos da sua história recente. Já os Estados Unidos querem deixar para trás a lembrança do 30º aniversário do golpe que levou Pinochet ao poder no Chile e causou a morte do presidente constitucional, Salvador Allende.
Envolvimento no golpe é vergonha para os EUA
O secretário de Estado, Colin Powell, reconheceu em fevereiro passado durante uma entrevista à TV que o golpe de 1973 não é algo que deve enaltecer o espírito dos americanos. Este reconhecimento embora muito parco, "é o mais longe que os EUA vão chegar - disse Riordan Roett, diretor do Departamento de América Latina da Escola de Estudos Internacionais da Universidade Johns Hopkins.
Para Roett, a admissão de Powell é simplesmente para "livrar a cara um pouco", já que os EUA "não acham que devem pedir desculpas" por sua relação com a ruptura da ordem constitucional no Chile devido às circunstâncias geopolíticas do momento.
Os EUA foram divulgando pouco a pouco milhares de documentos secretos - alguns deles só parcialmente - que mostram claramente seu apoio à oposição a Allende e sua relação com alguns dos autores do golpe. Este apoio começou antes de Allende e seu Governo tomarem posse. O golpe do Chile foi um dos episódios mais sangrentos ocorridos na América Latina durante os anos 70, mas não foi o único de grande violência. A América Latina era nos anos 70 um ponto-chave da Guerra Fria, o que converteu a região em um barril de pólvora, com a repressão militar em áreas como Brasil e Argentina.
O artigo, retirado do Jornal do Commercio, mostra um lado da história que não é muito lembrado, mas que realmente deixou marcas maiores que o 11 de Setembro mais recente.
O Golpe do estado do Chile de 1973 teve uma participação quase que direta dos Estados Unidos, que tinham interesse na região, na época da guerra fria, e interesse em semear ditaduras de fácil controle por toda a região.
Dito isto, lembremos só mais alguns detalhes:
-O World Trade Center eram apenas dois prédios distantes da realidade dos latino americanos em geral.
-O Chile é um país da América do Sul
-De qual 11 de setembro vocês se lembraram ontem?
Atendendo ao pedido do nosso caro Knuttz, um aviso relevante e um tanto o quanto bandeiroso:
Vale lembrar que o site ficou melhor, mais bem organizado e continua com links muito bons, sobre coisas interessantes e bobagens, enviados por toda comunidade da internet.
Resumindo: o que era bom continua bom, mas agora está mais "biitinho".
Tá dado o recado, Knuttz.
- Esses dias todos sem nada para postar, sem tempo e para falar a verdade sem vontade também. Neste tempo eu pensei até em fechar o blog. É, por um ponto final nisso aqui, dizer um "bye bye" aos visitantes, aos queridos amigos deixar um abraço e descer o pano. Mas...
...Mas, eu acho que não é preciso dar um final tão drástico para as coisas. Eu continuo sem tempo, é fato. Mas eu gosto de postar, eu preciso por minhas bobagens para fora e também tem alguns insanos que gostam disso tudo aqui.
Eu sei que vocês já devem estar de saco cheio de me ver reclamar que não tenho tempo, que não tenho o que postar e isso e aquilo. Então eu tenho uma sugestão para vocês: ali do lado tem uma lista de blogs muito bons mesmo, muito melhores que isso aqui, visitem esses blogs que vocês não vão ter de que reclamar.
- Esse post sobre a independência mostra tudo o que eu sinto pelo nosso "querido" Brasil, do qual eu não gosto e espero e faço de tudo para não ter de voltar a morar nesse país. A imagem do post não fui eu quem fez, achei na net, e como não tinha créditos então ficou sem creditar mesmo.
- Quem gosta de ler as tirinhas do Ésper vai ter de esperar um pouco, não estou com nenhuma idéia para fazer tiras, por enquanto.
- por hoje é só, novos posts só amanhã - ou na próxima semana, ou no próximo mês, ou quem sabe - por que eu não tenho vocação para encher linguiça.
Nas valas, nas favelas, nos cortiços. Nos bairros de subúrbio e nos grandes centros.
Nas filas de emprego e no absurdo do desemprego.
Nas tentativas de paz, no campo e nas cidades, que só geram mais violência.
Na estupidez de motoristas e pedestres.
Na vulgarização da mulher.
Nas agressões contra as crianças.
No voto dos analfabetos
No desrespeito aos mais velhos.
No desrespeito aos mais novos.
No desrespeito aos iguais.
Na ridícula mania de levar tudo numa boa.
Na perpetuação dos preconceitos: negros e homossexuais; pobres e mulheres.
No acomodamento por tudo que nos é roubado na corrupção diária e total.
Na hipocrisia, na letargia e na mediocridade.
Na honraria por levar vantagem em tudo
Na falta de oportunidades, que nos afasta da terra onde nascemos, onde nasceram nossos pais e avós.
Em tudo que explode no peito da sulamérica... Brasil!
Independência e Morte!
De agora em diante tenhamos mais sorte.
Assistindo ao Fantástico dessa semana e vendo o Ritual Fúnebre dos Índios Bororo não pude deixar de lembrar de um assunto que volta e meia insiste em rondar meus pensamentos: A Dominação Cultural.
Ainda mais nesse caso, em que o que está em questão são os valores das sociedades autóctones dos lugares onde houve colonização, e onde os resquícios dessa dominação nunca serão apagados. Por mais que se celebre a memória das "antigas civilizações".
Então eu digo: Antigas Civilizações é o caralho!
Acaso esse povo ainda não está aí? É claro que quase que totalmente dizimado, a cada dia mais e mais. Corrompido pela Civilização Branca-Cristã-Ocidental, aquela que comanda e vence, sempre.
No caso dos Bororo, em especial, me chamou a atenção o fato de como uma cerimônia de sentido tão profundo da religosidade deste povo pôde se mostrar tão submissa à Religião Oficial, aquela que foi tão "carinhosamente" plantada no solo indígena pela "caridosa" Companhia Jesuítica. Depois de seguir à risca o ritual fúnebre, o morto em questão foi entregue como um branco para ser assistido pelos ritos católicos. E na hora da despedida final, apenas o Xamã, insistia em continuar com o ritual da tribo. Uma tentativa de manter as tradições de um povo, uma tentativa de resgatar a identidade de um povo que, como outros, luta ainda hoje para manter um mínimo de identidade, um mínimo de respeito por si mesmo. Um mínimo de memória.
Eu poderia, e deveria, alongar este post falando sobre o abandono dos Yanomami nas florestas da região norte, ou sobre como são cruéis e brutais as agressões que ainda sofrem hoje em dia todos os povos indígenas, mas preservo este post, ao menos por enquanto, à dignidade e coragem desse Líder Espiritual Bororo, que insistia em chamar o seu povo à luz de uma identidade - infelizmente já perdida - bradando em meio ao povo Bororo e padres católicos:
"-Porque que eu tô sozinho aqui? Nós ilhado aqui? Será que não tem Bororo aqui?
Não é assim não! Porque que eu cantei sozinho aqui?
Esse cesto (o cesto com os ossos do morto) tá cheio de ritual dos Índios Bororo!
Quem quiser, é bom que seja assim! Quem não quiser que vá morrer que nem pato, ovo, galinha. Lá fora!
Esse cesto está cheio de riquezas, mas não é riqueza de branco. É a riqueza Bororo."
!- Em todos esses anos de resistência cultural, os Bororos conseguiram manter a essência do ritual. Mas hoje, o último ato do funeral é um ato católico.
Devido à total falta de tempo para postar coisas boas aqui, vou tapando buracos com textos sem sentido e imagens idiotas
De textinho em textinho e de imagenzinha em imagenzinha, este Blog vai se deteriorando a ponto tal que logo o Bloggerman me indica pra alguma coisa.
E eu queria postar só coisas boas aqui, juro que queria, mas cadê essas coisas boas? Onde estarão?
"Estão na mente, Primo, estão na mente..."
!- Uia! Já é Setembro. O ano está passando depressa demais para mim.